Padre Ilário Govoni: descobridor de tesouros históricos

15/03/2021 19:11:00 - Autor


O italiano Padre Ilário Govoni, SJ chegou ao Brasil em 1960. No Colégio Diocesano São Francisco de Sale e Diocesano Infantil - D&D, foi professor de História e Geografia, por 20 anos. Hoje completam-se sete dias do seu falecimento, 8 de março de 2021, educador e intelectual deixa um grande legado: livros, pesquisas e palestras.

Padre llário  nasceu em 1936, no Delta do Rio Pó, região de Turim, Itália. Bacharel em Filosofia e Teologia no Brasil, e doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma (Itália), Pe. Ilário dedicou a maior parte da sua história de vida à paixão pela pesquisa histórica da Companhia de Jesus, no Brasil, e a escrever, traduzir e comentar livros, entre eles Vida e Império do Anticristo, do jesuíta Gabriel Malagrida.O estudioso ingressou na Companhia de Jesus em 6 de outubro de 1955, sendo ordenado em 28 de setembro de 1968.

O jesuíta conta que até chegar ao Brasil não tinha escutado falar de Anchieta, mas começou a pesquisar a respeito. No início de 2014, quando o Papa Francisco, então, anunciou que Anchieta seria declarado santo da Igreja, decidiu se aprofundar no estudo sobre a vida desse “companheiro jesuíta”. De acordo com ele, descobriu um tesouro escondido e se entusiasmou pela figura de missionário popular. "As publicações sobre ele, por ocasião do quarto centenário do nascimento, me pareciam restritas a um público letrado, quase se esquecendo do povo simples, que sempre guardou dele a imagem de taumaturgo, isto é, daquele que realizava prodígios pela intercessão diante de Deus.", escreve Govoni no livro Anchieta: um santo desconhecido.

Em outra entrevista, em 2014, sobre a Supressão e Restauração da Companhia de Jesus, comenta: "São muitos os carismas da antiga Companhia, começando pela preparação intelectual e teologia aprimorada, espírito missionário, companheirismo, abertura a novos horizontes e, sobretudo, cristo-centrismo. A `ressuscitada´ Companhia tem muito que aprender com o passado. O que havia de errado era talvez nos considerarmos melhores que os outros e acima de qualquer crítica e suspeita. No entanto parece-me que “amar e servir”, como dizia Inácio, seja o carisma atual. Ou ainda como dizia o jesuíta Dom Luciano Mendes de Almeida, perguntar humilde e sinceramente: `em que posso ajudar?´".

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