​Plantale propõe preservação do Parque Floresta Fóssil

12/09/2016 11:46:39 - Atualizada em 03/10/2016 12:07:07 - Por Ana Carolina Dias

O Projeto Plantale, que envolve os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, do Colégio Diocesano, este ano desenvolve um trabalho para a preservação do Parque Floresta Fóssil. O Parque Floresta Fóssil é um sítio paleontológico situado às margens do rio Poti, compreendendo uma área de aproximadamente 13 hectares. Situação semelhante a essa só é encontrada no Parque Yellowstone localizado nos platôs vulcânicos da porção noroeste do estado de Wyomming, nos Estados Unidos.

Na primeira visita ao local, os alunos conheceram e aprenderam sobre o parque, acompanhados pelo professor de Biologia da Universidade Estadual do Piauí e pesquisador, Luís Soares, e colaboradores do Colégio Diocesano. Na próxima etapa, eles retornam a Floresta Fóssil para panfletagem e sensibilização da comunidade. Além disso, visitam o Parque Lagoas do Norte, onde foi realizada a edição de 2015 do projeto e feita a recuperação de uma área degradada.

Os exemplares da Floresta Fóssil se apresentam sob a forma de troncos permineralizados (processo pelo qual depósitos minerais formam moldes internos de organismos), do grupo das samambaias e pinheiros. O parque integra a formação geológica denominado Pedra de Fogo, datado do período Permiano (aproximadamente 250 milhões de anos) e abriga cerca de 52 fósseis ao longo das margens do rio, estando a maioria em posição de vida (na vertical ou ligeiramente inclinados).

A Floresta Fóssil foi transformada em parque municipal em 1993 e tombada Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2008.De acordo com o professor Francisco Soares, apesar da proteção legal e do alto potencial turístico a área sofre degradação, com ocorrência do acúmulo de lixo, focos de queimada e pichações, além de não possuir infraestrutura para receber os visitantes, como guias e sinalizadores ao longo da área. “É importante discutir sobre a preservação do parque com as crianças, porque elas podem promover a conscientização no núcleo familiar e futuramente promover mudanças no local”, ressalta.

Para a professora de geografia, Rosângela Pacheco, o reconhecimento do local é fundamental para que as crianças entendem o estado em que se encontra o parque e porque é importante conscientizar as pessoas. A aluna Júlia Nery, do 6º C, que visitou pela primeira vez o parque, ficou empolgada com o que viu e quer contribuir com o projeto. “Você nunca espera encontrar um fóssil de uma planta assim e eu quero que as próximas gerações possam viver essa experiência”.

Nova Floresta Fóssil

Recentemente foi encontrado um outro sítio paleontológico no município de Altos, há cerca de 19 km de Teresina. A área estudada desde 2010 por pesquisadores, possui dimensão e quantidade de fósseis maiores do que o Parque Floresta Fóssil do Rio Poti. O estudo está em fase de mapeamento e já foram catalogados mais de 70 troncos petrificados, de espécies semelhantes aos pinheiros e araucárias, datados de aproximadamente 280 milhões de anos. A floresta caracteriza-se por apresentar uma significativa quantidade de troncos gimnospérmicos de grande porte, medindo até 1,80 m de diâmetro.

O Plantale, que significa plantar com alegria, foi elaborado com o objetivo de apresentar aos estudantes questionamentos relacionados ao meio ambiente. O projeto é permanente e desenvolvido com este segmento para a Feira de Conhecimento do Colégio Diocesano (DIOFEIRAC). No decorrer do projeto, os alunos experimentam atividades que suscitam a reflexão e ação sobre problemáticas sociais, assumindo o cuidado com a vida como compromisso pessoal e social. O projeto é desenvolvido desde 2011 e nesses cinco anos os alunos realizaram intervenções na Comunidade Alegria (zona rural de Teresina), no Residencial Torquato Neto, no Bairro Socopo [dentro da Escola Santo Afonso Rodriguez], no Residencial Jacinta Andrade e no complexo Lagoas do Norte.

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