Dia Mundial da Paz: Vamos refletir sobre a paz como caminho de esperança

01/01/2020 00:00:00 - Atualizada em 19/12/2019 10:13:34 - Por Samira Ramos

“A paz como caminho de esperança: diálogo, reconciliação e conversão ecológica” foi o tema escolhido pelo Papa Francisco para ser abordado na mensagem do Dia Mundial da Paz de 2020, celebrado hoje, 1º de janeiro. Após um ano conturbado no que diz respeito às guerras, destruição e descuidos em relação ao meio ambiente, o Pontífice afirma que é a esperança que nos coloca a caminho, dá asas para continuar, mesmo quando os obstáculos parecem intransponíveis.

Para o diretor geral do Colégio Diocesano, padre Vicente Palotti Zorzo, SJ, a esperança é uma categoria fundamental para a humanidade, “porque ela trabalha com a ansiedade de cada ser humano de querer crescer, melhorar e aprimorar o seu modo de ser. A esperança é o sentimento que nos ajuda a olhar para frente, sabendo que o melhor estar por vir”, afirma.

No texto divulgado pelo Vaticano, papa Francisco afirma que em decorrência da nossa hostilidade entre as pessoas, da falta de respeito pela casa comum e da exploração abusiva dos recursos naturais – instrumentos úteis apenas para o lucro de hoje, sem respeito pelas comunidades locais, pelo bem comum e pela natureza –, precisamos fazer uma conversão ecológica.

A conversão ecológica pode ser entendida como o apelo à mudança no nosso modo de ser e proceder como sociedade: o consumo consciente, o cuidado com o entorno. “Não é só trazer para debate questões universais, mas ver o que no particular estamos fazendo: estamos valorizando os nossos recursos naturais? Cuidamos do lixo urbano? Estamos reciclando? Cuidamos da comunidade ao nosso redor? Essa consciência deve começar com o cuidado com o ambiente onde estamos inseridos”, ressalta o diretor.

De acordo com padre Vicente, a reflexão do papa traz uma séria provocação, ao afirmar que: onde há vitoriosos, não há paz. Para o diretor, “onde alguém se diz vitorioso, outro alguém se diz derrotado. Isso gera opressão, autoritarismo, negação e exclusão”.

A pergunta, conforme padre Vicente, seria qual o papel do colégio nesse cenário? “Um colégio, com o lema ‘Educando para a Paz’, tem como princípio a democracia, o respeito pela diversidade, pela tolerância, pela aceitação. O nosso desafio como colégio é formar homens e mulheres para os demais, sendo elas pessoas lúcidas e transparentes”, afirmou.

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